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Noite histórica em Portalegre com o reencontro entre Mouras e Caetanos.
Praça muito bem composta quase completa na totalidade para assistir a uma corrida recheada de momentos emotivos, históricos e de toureio no mais puro sentido da palavra. João Moura iniciou a sua lide de forma “emocionante”, dirigiu-se à trincheira e brindou a sua primeira lide a Paulo Caetano, palavras de emoção e um abraço sentido.
Relativamente à lide, Moura recebeu com o Xarope, após saída do Passanha, deixou dois compridos, com o toiro a mostrar-se algo reservado sem contribuir muito para a lide, mas nem isso foi impedimento para o Maestro.
Para o tércio de bandarilhas trouxe o Castella e de forma sábia, aplicou a habitual garra que caracteriza as suas lides que agregada à sua arte transformam as suas actuações intensas e únicas. O toiro teimava em não contribuir e Moura teve de acrescentar à lide o que faltou em toiro, menos “exuberante” que o pretendido pelo cavaleiro concluiu a sua lide debaixo dos carinhosos aplausos do público.
No que respeita à lide a duo, se por norma este tipo de lides se tornam pachorrentas e desinteressantes, esta fugiu completamente à regra.
João Moura pai e filho desenvolveram uma lide sempre em crescendo com bonitos momentos de interligação com um a preparar o toiro e o outro a cravar para depois no remate ambos se recriarem na cara do toiro a rodar deixando uma lide soberba com os momentos mais altos da noite. João Moura recebeu com o Hermoso, que actuou pela segunda vez esta temporada e demonstrou bom andamento e facilidade na hora de cravar, por sua vez Moura Jr recebeu com o Xeque-Mate que demonstrou uma vez mais facilidade a dobrar-se, a ir para o toiro de forma elegante murchando a orelha deixando os aficionados maravilhados.
Para o tércio de banderilhas, Moura trouxe o Picasso que já demonstra evolução após estas 4, 5 semanas de trabalho, permitindo ir ao toiro de forma fácil para em curtos espaços efectuar a batida e cravar, permitiu andar em terrenos de tábuas de onde tirou o Passanha algumas vezes, para depois cravar de forma ortodoxa.
Por seu lado Moura Jr trouxe o Salteador, que de forma elegante mostrou as suas habilidades, muito redondo a andar em cima do toiro, demonstrou mais uma vez toda a sua beleza. Destaque ainda para a forma como preparou as sortes que de forma simples permitiram cravar com facilidade e acerto.
Lide de muito seguimento, aproveitando tudo o que o toiro tinha e não tinha, sem pausas e tempos mortos que acabaria por resultar em pleno e com o público a reconhecer aplaudindo em pé efusivamente os cavaleiros, pedindo a cravagem de mais ferros.
Fotos Aqui...
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